quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Carnaval dos deuses

Dizem que sou uma pessoa branca, mas costumo me auto-intitular bege. Não o adjetivo "bege", mas bege a cor mesmo, o tom de pele. Tanto que eu costumo dizer, se o preconceito racial valesse para os dois lados da moeda, já tinha muita gente atrás das grades ou pagando cesta básica por minha conta.

O que eu já ouvi de: "Aí, branquela?! Não vai tomar sol?!". "Olha o reflexo, tá me ofuscando, dá licença?!". Ainda mais quando eu trabalhava no centro da cidade, em meio à massa humana, que parece libertar as pessoas de quaisquer papas na língua.

Claro, também tem os toques amorosos e amigáveis apelidos como: "la blanquita", "la blanca" e por aí vai. Mas desses eu gosto mesmo.

O fato é que a branquinha, que se acredita bege, há anos não tem férias no verão. E são anos mesmo. Ok, isso não é desculpa? Tá bom, então vamos ao carnaval de 2007. Sim, este carnaval agora. Tudo certo, combinado. Folga, praia, água fresca... e la blanquita diz: "vou tomar sol"! E eis que vieram quatro dias de muita sombra, chuva e... água fresca. Não sei se é algum recado de algum deus pra mim. Será o deus das sardas e do melanoma? "Não tomarás sol, mesmo que com protetor solar 30!".

Ok, continuo bege. Ou melhor, branca - com algumas sardinhas. Como queiram.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

**The bright side of being single**

Mulher, 29 anos, solteira. Ô teminha batido esse, né? Sex and the City, mais milhares de outros seriados de TV e de livros escritos. Block busters, best sellers.

Com algumas diferenças aqui e ali e outras adaptações, esta é a minha vida, e ela traz momentos "ímpares na noite de Porto Alegre" - como diria minha amiga Dani.

Após mais um dueto cinema e sair pra dançar, dessa vez um filmezinho light do gênero comédia romântica, eis que, vou para a noite. No filme, O amor não tira férias, a Kate Winslet e a Cameron Diaz interpretam papéis de mulheres que recém passaram por momentos nada muito felizes no amor e depois têm um final feliz. Ok, básico do tema... Mas não é que, in a certain way, a Amanda Woods e a Iris Simpkins acabaram sendo fontes inspiradoras para o que se seguiria?

A melhor música pra dançar da cidade, eu e fiel escudeira, um drink e um grupo de caras na nossa frente. Eis que chega um bonitão. Claro, a gente nota. Ainda mais por causa das características básicas: camiseta vermelha chamativa, copo de "vísque" na mão, olhar clássico de radar e movimentos robóticos descompassados ao ritmo da música. O alvo era, indisfarçavelmente, toda e qualquer mulher do recinto... A noite era dele!

É muito divertido observar os seres em ação! Até que, em meio ao nosso momento nada politicamente correto, quando eu e minha amiga trocávamos comentários a respeito daquele personagem caricato, eis que a camiseta vermelha e seu sorriso kolynus se voltam para a gente e dão um: "Oi, prazerr!". A vontade era de parafrasear a sábia Renata e soltar um: "Ô, amigo, tu tá sendo ridículo... Finge que tá indo no banheiro, e some daqui..." (Em tom de segredo e com canto de boca). Quer dizer, depois de falar com a gente, de dar em cima de praticamente todas as mulheres presentes, a criatura mais cara de pau da noite chegou junto da Rory do Gilmore Girls... heheh

Então, vieram as seguintes perguntas: "nome? Idade?" Seguidas por um: "como faço pra ficarr com você?"

Será possível? Tipo, pá pum? Na tentativa política de um diálogo, a descoberta maior foi que os "Rs" totalmente puxados que o rapaz soltava ao falarrrr eram fruto de um gaúcho que mora há um mês no Rio de Janeiro. :/ Okay, momento de respirar fundo e se perguntar: a vontade de beijar é tanta e a beleza do rapaz tão encantadora a ponto da auto-estima ser esquecida? Resposta definitiva: não.

Score final: babaca 0 x 1 Carol

Muitas outras noites e dias virão, e essa é, com certeza, uma das melhores partes de ser solteiro.

E onde a comédia romântica entrou nessa? Ah, vê o filme e tenta fazer uma relação. ;) http://www.sonypictures.com/movies/theholiday/index.html

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Medo de voar

O vôo é GOL e deve sair de POA às 22h. Não, não passa por cima do Mato Grosso. Vai direto pro Paraná. Pertinho. Tranqüilo. Medo de voar? Quem? Eu?

domingo, janeiro 28, 2007

Momento bricolagem

Sempre achei o máximo quem pinta sua própria casa, reforma armários, constrói prateleiras. E também sempre quis fazer isso, mas nunca tinha efetivamente colocado a mão na massa.

Escritório novo, colegas novos e... Paredes brancas. Nada de contratar pintores, vamos pintar uma parede a gente mesmo, num final de semana! E não é que eles toparam? Sábado de bafão em Porto Alegre, e três criaturas de pés descalços dentro de uma sala arrastando arquivos e mesas e pintando uma parede de verde escuro, quase azul. Foi um momento muito legal! Assim como a primeira vez que eu coloquei um camarão na boca (eu tinha doze anos e dei um grito de alegria. Meu amigo de infância, que estava do meu lado, olhou pra mim e falou: "dã, Carolina!").

Dã Carolina, mas foi meu primeiro momento de bricolagem! Minhas amigas arquitetas e seus pintores que me perdoem, mas a parede ficou linda! Duas "de mãos" e negócio fechado! Nada como tinta Suvinil e um rolo e um rolinho. Mais um diluente, claro! Pincéis? A gente comprou 5 por R$3,60 na ferragem aqui da frente (imagina?). Mas eles vão soltando pêlos na parede e é muito aflitivo. Não vale o custo x benefício.

A próxima parede vai ser a do quarto novo, na casa nova. Cor? Um violeta, ainda não sei bem o tom. Tô vendo que o momento bricolagem vai virar que nem o momento camarão, que volta e meia pinta por aí! "Dã" é para quem não vê felicidade nas coisas simples da vida.
Carol também é auto-ajuda. :)

Babel

Sábado à noite, pós semana de correria no trabalho. "Correria", aliás, tem sido palavra chave para mim nas últimas semanas. Mas, voltando, sábado à noite e é mais do que hora de sair pra relaxar. Nada de praia, porque a "correria" impera, mas a programação era perfeita: amigona + cinema + japonês + sair pra dançar. A amigona era a Kerley, o filme era Babel, do mesmo cara de Amores Brutos e de 21 gramas, o japonês era o Sakura e dançar na Cidade Baixa. Sobre o filme, eu já tinha adorado Amores Brutos, e 21 gramas admito que ainda não assisti... Resumo da ópera, fui superanimada pro cinema: Babel, um filme que se passa no Japão, EUA, Espanha e Marrocos e falado em 5 línguas!
O filme? Lindo, tocante. Depois da sessão, a gente não conseguia parar de falar sobre ele ou temas relacionados. E esse foi o problema. O sushi ficou embolado no estômago, e quem é que disse que a gente conseguiu levantar da cadeira e dançar no barzinho? Uma nuvem pesada ficou pairando no ar por todo o resto da noite.
Babel é que nem Amores Brutos, te pega de jeito, te faz pensar. Os seres humanos são separados por kilômetros, por línguas, por diferenças culturais, mas, no fundo, somos todos gente. Na torre de Babel, a da bíblia, cada um passava a falar uma língua, e virava uma confusão. Em Babel, o filme, de Alejandro González-Iñárritu, cada uma fala a sua língua, e todo mundo, no frigir dos ovos, se entende. A gente se entende. Mas a que custo?
Sugestão: pra quem não viu, vê Babel. Dica: de repente não num sábado à noite, antes de um Sushi e de uma danceteria. ;)

Esse post vai pro Marcelo – amigo querido que encontrei casualmente depois do filme e que me incentivou a falar sobre ele aqui. Ah, e com quem assisti a Amores Brutos no cinema.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Dos finais de ano e dos recomeços

Final de ano pra mim, durante muito tempo, foi sinônimo de grande encontro em família. A longa viagem de São Paulo para o Rio Grande do Sul, esperada durante o ano todo. As mãos suando na noite anterior, só de pensar na casa da vó, no tio vestido de papai noel, nos primos todos, nos abraços, nos beijos queridos e claro... nos presentes embaixo da árvore.

Na casa da vó, pinheiro natural, comprado pelo vô Zanon, que por isso mesmo ficava meio torto no meio da sala... O que fazia dele ainda mais engraçado e especial do que qualquer outro. E no meio da noite, 80% das bolinhas vermelhas já tinham se esfarelado no chão. Na casa do tio, o próprio vestido de papai noel e os canudinhos de carne da tia Dorva, memoráveis!

Hoje, o natal é diferente. Algumas pessoas já não estão mais, e novas pessoas fazem parte dele. Alguns a gente encontra só no dia 25, outros só falamos por telefone ou e-mail. A longa viagem de São Paulo a Porto Alegre há tempos já não é mais feita, mas as mãos suando e os olhos brilhando querendo ver aquele pinheiro torto e comer o canudinho de carne, ainda estão em algum lugar aqui dentro.

Todo final implica uma perda, mas todo final também implica um recomeço. Que esse restinho de 2006 seja aproveitado por cada um de vocês, com muito amor no coração e com a certeza de que 2007 vai chegar, e que com ele continuarão presentes o suor nas mãos e o canudinho de carne.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Back for good

Nossa, há dois anos, quando parei de postar aqui nesse modesto blog, muitos dos recursos disponíveis ainda não existiam. Adicionar fotos, links para página da web, mudar cor de fonte, tipo de fonte... Maravilha! Mundo novo. E já tô pensando em um novo nome pra ele também. A Carol de hoje de-fi-ni-ti-va-men-te não é mais a Carol das cubas light. A cuba light é o ícone de uma fase de festas, de amigos, de saídas e de muitas descobertas. Ótima, durante e pós-faculdade, mas que já passou. Depois de muita bonança, posso dizer que 2006 foi um ano um tanto "truncado", mas que está acabando com ares de esperança, com muitas novidades e possibilidades. Aviso aos navegantes, I'm back for good - e agradeço do fundo do coração àqueles que esperaram por mim, ajudaram e confiaram que eu voltaria! Na vida e no trabalho, sei que posso contar com pessoas boas. E do que mais precisa uma garota para alcançar a felicidade?

quinta-feira, setembro 30, 2004

A vida não é filme não

Mania de achar que a vida é um filme, mania de esperar pelo final feliz. Não que ele não exista, mas aquele final feliz estático, em que todo mundo acaba com o cabelo arrumadinho e bem maquiado, noway, esse tá fora. E na real não é o final que importa, e sim o caminho! The path! Esse sim! E o meu caminho tem sido bem interessante, digamos que tem me rendido bons aprendizados...
A vida não é filme não, mas às vezes até parece.

segunda-feira, setembro 06, 2004

The Village

Ontem, depois de algum tempo longe das telonas, fui ao cinema com três amigos queridos assistir "A Vila". É o tipo do filme que te faz pensar, ao menos me fez pensar.
Sim, é um filme americano, com William Hurt e Sigourney Weaver no elenco, além do fofolinésimo do Joaquin Phoenix! Mas o lance é que o filme retrata o cúmulo do querer se proteger do mundo lá fora, da violência, das desilusões, do medo. O engraçado é que eles se protegem do medo através do medo... Ou seja, o ser humano, por mais isolado que viva, acaba sempre tendo as mesmas dúvidas, problemas, relações etc. http://thevillage.movies.go.com/
Eu indico. Na minha humble opinion, um bom filme.

quinta-feira, agosto 12, 2004

A porta e a correntinha

Nos últimos tempos, tenho treinado o fechamento de portas. Afinal, existe a máxima de que é apenas fechando uma porta que a gente abre uma nova, certo? Certo. Mas e se a gente fecha uma porta e ela fica meio emperrada? Meio fecha e não fecha? E se a gente abre uma porta nova mas deixa a correntinha presa?
No mundo dos "e se" as possibilidades são muitas. E o fechar as portas para abrir novas está justamente no ponto de deixar o mundo dos "e se" de lado, ou melhor, pra trás!
Solta essa correntinha, mulher de Deus!

quarta-feira, agosto 11, 2004

Eu detesto datas comemorativas

Na verdade, não sei bem se eu detesto TODAS as datas comemorativas, mas com certeza eu ODEIO o Dia dos Pais. Cara, que coisa mais chata isso...
Eu passei uns 10 dias dizendo pra mim mesma que não ia me deixar afetar com os anúncios massivos sobre o dia dos pais: compre um celular pra ele!, mostre ao seu paizão o amor q vc sente por ele! blablabla
CARACAS! Chegou uma hora que não deu... E na quinta-feira eu já estava com um humor muito péssimo! VBM - Very Bad Mood.
Essas datas fazem, todo ano, com que a gente repasse um filmezinho na cabeça... Como meu pai era legal, chato, engraçado, murrinha. heheh Que bom que eu tenho tudo isso pra lembrar, eu sei! Mas esse ano, no nono Dia dos Pais sem ele, me deu uma dorzinha mais profunda de novo no coração e na alma.
Daqui a pouco eu faço 27 anos, daqui a pouco tudo vai passando, daqui a pouco tenho que conseguir aprender a deixar mais coisas e/ou todas as coisas pra trás.
Difficult, but I promisse I'll keep walking. ;)

sexta-feira, julho 30, 2004

But now I am back...

... to let you know that eu acho que viajei na maionese... A pessoa disse q vinha passar uma semana aqui e depois não veio. Eu toda feliz esperando e a criatura nem pra avisar que não tinha conseguido vir e que já estava em outro ponto do Brasil... F... Ah, sei lá, de uma amizade assim de repente rolava alguma coisa.
Ãnfã, não rolou, não deu certo. Não foi o último e nem o primeiro.
The show must go on.

segunda-feira, junho 21, 2004

La vida es eterna en cinco minutos

Não sei o que me deu na sexta-feira passada, mas na hora do almoço eu fiquei na internet só atrás das letras do Victor Jara, chileno que perdeu a vida na época da ditadura do seu país.
O cara produziu as músicas mais lindas, tristes e profundas que já conheci. Ok, sem comparações, não parei pra pensar em nenhum outro músico. Mas, na sexta-feira, só existiu Victor Jara para mim. O mais fantástico foi que, conversando com um amigo por msn, por sinal o amigo que considero um dos mais cultos, ele não conhecia Victor Jara. Carolina também é cultura, e acho que fiz o cara chorar...

"Te recuerdo Amanda
la calle mojada
corriendo a la fabrica donde trabajaba Manuel

La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,
no importaba nada
ibas a encontrarte con el,
con el, con el, con el, con el

Son cinco minutos
la vida es eterna,
en cinco minutos

Suena la sirena,
de vuelta al trabajo
y tu caminando lo iluminas todo
los cinco minutos
te hacen florecer

Te recuerdo Amanda
la calle mojada
corriendo a la fabrica
donde trabajaba Manuel

La sonrisa ancha
la lluvia en el pelo
no importaba nada,
ibas a encontrarte con el,
con el, con el, con el, con el

Que partió a la sierra
que nunca hizo daño,
que partió a la sierra
y en cinco minutos,
quedó destrozado

Suenan las sirenas
de vuelta al trabajo
muchos no volvieron
tampoco Manuel

Te recuerdo Amanda,
la calle mojada
corriendo a la fábrica,
donde trabajaba Manuel."



quarta-feira, junho 02, 2004

Palavras e silêncios que jamais se encontrarão

Zeca Baleiro + Fagner. Me emocionaram horrores no teatro do Sesi no final do ano passado e continuam me emocionando pelo CD em casa.
Essa frase é ímpar, vai dizer?

Brasil x Argentina

Hoje tem Brasil e Argentina, direto do "Minerão".
Em campo, estarão as nossas estrelas do futebol - com exceção das contundidas que vão estar no clima de "nós estamos contundidos e..." referindo-se a própria pessoa. Mas esse é outro papo.
O fato é que do lado de cá da telinha vou estar euzinha, de baixo do cobertor, com as duas mãos no coração. Uma pelo meu time, e a outra pelo mineirinho que tem me desconcentrado do trabalho a cada tarde quando vem falar comigo. Mineirinho no Mineirão.
É Brasil x Argentina no campo e Carol x distância na cabeça!
Estranho mas ao mesmo tempo show esse feeling!