Quando na terrinha, eu assistia a muitos seriados americanos. Segundo a minha mae, sao os "filmezinhos". CSI, Medium, House, Cold Case... E classicos como Friends e o meu preferido sobre todos Seinfeld. Alem de programas como American Idol etc.
Eu achei que eu ia assisti-los por aqui. Tanto que soh queria saber se o apartamento tinha uma TV e TV a cabo... Mas nao! E aih? Isso eh um bom ou mal sinal?
quarta-feira, novembro 07, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Just a small town girl...
Uma garota do interior. Sorocabana de 1983 a 1990, agora voltei a ser just a small town girl nos EUA. Ok, Sorocaba tem mais de 500 mil habitantes, mas era interior... ;)
Beirando os cinco meses no "pais das oportunidades", posso dizer que definitivamente jah sou uma small town girl de verdade novamente. Mas nao estou vivendo num mundo solitario, como diz a musica Don't Stop Believing da banda oitentista The Journey's, que faz os americanos pirarem quando comeca a tocar nas danceterias!
Como constatei isso? Simples. O fato de que ao andar a peh em uma cidade com um pouco mais de predios e habitantes em alguns dias pode me dar um certo desconforto, receio de atravessar a rua, impaciencia de nao encontrar vaga para estacionar o carro ou para encarar bicicletistas em alta velocidade...
Claro... Tem dias que um pouco do vento e do movimento de Sao Francisco, dos edificios altos e das lojas entulhadas de gente me dao uma energia danada! E dai nao dah vontade nenhuma de voltar para as pacatas Fairfax e San Anselmo (o que 30min nao fazem na vida de um ser humano?)! Mas, sao soh 30 min. E as montanhas sao mais verdes. E Marin County eh lindo. E como eu seria just a small town girl?
Soh espero nao ter medo de andar nas escadas rolantes do Shopping Iguatemi quando eu for a Porto Alegre! hehe
Beirando os cinco meses no "pais das oportunidades", posso dizer que definitivamente jah sou uma small town girl de verdade novamente. Mas nao estou vivendo num mundo solitario, como diz a musica Don't Stop Believing da banda oitentista The Journey's, que faz os americanos pirarem quando comeca a tocar nas danceterias!
Como constatei isso? Simples. O fato de que ao andar a peh em uma cidade com um pouco mais de predios e habitantes em alguns dias pode me dar um certo desconforto, receio de atravessar a rua, impaciencia de nao encontrar vaga para estacionar o carro ou para encarar bicicletistas em alta velocidade...
Claro... Tem dias que um pouco do vento e do movimento de Sao Francisco, dos edificios altos e das lojas entulhadas de gente me dao uma energia danada! E dai nao dah vontade nenhuma de voltar para as pacatas Fairfax e San Anselmo (o que 30min nao fazem na vida de um ser humano?)! Mas, sao soh 30 min. E as montanhas sao mais verdes. E Marin County eh lindo. E como eu seria just a small town girl?
Soh espero nao ter medo de andar nas escadas rolantes do Shopping Iguatemi quando eu for a Porto Alegre! hehe
Das dicotomias da vida
A pessoa acorda cedo, pega o carro e vai dirigindo para o teste de auto-escola. Nao passa no teste. Volta pro trabalho dirigindo o carro novamente.
Surreal, nao? Soh mesmo sendo estrangeiro e morando nos EUA para passar por isso. Me senti muito ilegal!
Outra: poder dobrar para a direita em sinal vermelho*! Chega a me dar um treco na espinha, mas agora jah faco tranquila. Fiz isso durante o teste, soh para ver a cara da fiscal. E NAO foi por isso que rodei! Na verdade, rodei porque parei num sinal verde em Sao Francisco. Sim! Mas eh que aqui, no STOP, tem que parar mesmo. Nao que no Brasil nao tenha, mas a gente dah aquela olhada basica e vai... Aqui nao. E a fiscal do Schwarzenegger, que falava como se estivesse imitando ele no Exterminador do Futuro (soh pra me assustar), me colocou numa rua cheia de sinais de STOP. Quando chegou numa sinaleira verde, quem eh que disse que eu fui? Ah, ela pensa que bobo eh tonto?
Mas dia 13 de novembro, tento de novo. To rezando para nao pegar outro fiscal Schwarzenegger...
*Quando eu tinha uns 4 anos e morava em Sao Paulo, o meu colegio, o Cristo Rei - onde o Leao, jogador de futebol, estudou -, nos levou para aulas praticas infantis no DETRAN. "Contraventora" desde pequena, fui passar no sinal vermelho com o triciclo e eis que o policial me puxa pela rabo de cavalo. Nunca me esqueci dessa cena. Passar no sinal vermelho aqui nos USA, mesmo sendo legal, sempre me faz sentir uma culpa catolica lah no fundinho. Culpa catolica e do Cristo Rei. Culpa do Leao.
Surreal, nao? Soh mesmo sendo estrangeiro e morando nos EUA para passar por isso. Me senti muito ilegal!
Outra: poder dobrar para a direita em sinal vermelho*! Chega a me dar um treco na espinha, mas agora jah faco tranquila. Fiz isso durante o teste, soh para ver a cara da fiscal. E NAO foi por isso que rodei! Na verdade, rodei porque parei num sinal verde em Sao Francisco. Sim! Mas eh que aqui, no STOP, tem que parar mesmo. Nao que no Brasil nao tenha, mas a gente dah aquela olhada basica e vai... Aqui nao. E a fiscal do Schwarzenegger, que falava como se estivesse imitando ele no Exterminador do Futuro (soh pra me assustar), me colocou numa rua cheia de sinais de STOP. Quando chegou numa sinaleira verde, quem eh que disse que eu fui? Ah, ela pensa que bobo eh tonto?
Mas dia 13 de novembro, tento de novo. To rezando para nao pegar outro fiscal Schwarzenegger...
*Quando eu tinha uns 4 anos e morava em Sao Paulo, o meu colegio, o Cristo Rei - onde o Leao, jogador de futebol, estudou -, nos levou para aulas praticas infantis no DETRAN. "Contraventora" desde pequena, fui passar no sinal vermelho com o triciclo e eis que o policial me puxa pela rabo de cavalo. Nunca me esqueci dessa cena. Passar no sinal vermelho aqui nos USA, mesmo sendo legal, sempre me faz sentir uma culpa catolica lah no fundinho. Culpa catolica e do Cristo Rei. Culpa do Leao.
Corvos ambulantes x Sabias madrugadores
As vezes, muitas, eu tenho que parar o carro para os corvos atravessarem a rua. Por favor, nao dah pra voar?!
Sempre me faz rir, e pensar que tenho que escrever sobre isso aqui. Escrevi!
Em Porto Alegre, eu sofria com os sabias madrugadores. Comecavam a cantar exatamente as 3h da manha, na arvore em frente ao meu quarto. Um respondia pro outro (o da arvore vizinha. Sempre no mesmo tom e no mesmo ritmo, uma beleza!).
Aqui sao os corvos que resolvem dar uma de pedestre... E tenta nao parar o bolido? Capaz de levar multa da policia de Fairfax. heheh
Voa corvo, voa!
Sempre me faz rir, e pensar que tenho que escrever sobre isso aqui. Escrevi!
Em Porto Alegre, eu sofria com os sabias madrugadores. Comecavam a cantar exatamente as 3h da manha, na arvore em frente ao meu quarto. Um respondia pro outro (o da arvore vizinha. Sempre no mesmo tom e no mesmo ritmo, uma beleza!).
Aqui sao os corvos que resolvem dar uma de pedestre... E tenta nao parar o bolido? Capaz de levar multa da policia de Fairfax. heheh
Voa corvo, voa!
quarta-feira, outubro 31, 2007
Earthquake = Temblor = Terremoto
Eis que Carolina encontra-se em uma palestra em San Rafael, cidade de Marin County, baia norte de San Francisco, quando um caminhao comeca a passar na rua em frente. Ou melhor, a sensacao era de que isso estava acontecendo, porque o chao da sala do predio onde eu estava tremia forte e no ambiente se escutava aquele barulho tipico: brbrbrbrbrbr.
Depois de alguns segundos, comecei a pensar que esse tal caminhao devia ser MUITO pesado... e lento! Alem disso, um forte ponto contra a teoria do caminhao, era que a palestra estava sendo ministrada em uma sala nos fundos do predio da A street.
A duvida acabou quando a palestrante, bem tranquila, fala: "Ah, eh um terremoto. Esse deve ter sido 4.1". Como assim?! Entao, eu e minha fiel escudeira mineira Raquel, arregalamos nossos pequenos olhos e disparamos - num quase inicio de surto de panico: "Como assim?? Terremoto? O que a gente faz? Vai pra debaixo da mesa? Fica debaixo da porta??".
- "Nao nao, nao faz nada, jah passa.", essa foi a resposta.
Nesse meio tempo veio outra chacoalhadinha (meio liquidificador), mas essa mais pra temblor*, como se diz em espanhol (aqui nos EUA a gente desenvolve tanto o ingles quanto o espanhol). Nessa hora, cheguei a pensar para onde poderia dar aquela corridinha basica, tipo "sebo nas canelas, pernas pra que te quero...". Mas... parou.
A palestra continuou por mais uma hora a fio. Depois, saimos do predio e a A street continuava a mesma. Os predios continuavam todos nos seus devidos lugares. E no trabalho, na manha seguinte, os comentarios eram como quando temos um temporal na noite anterior aih no Brasil... "Sentiu esse? Nao, tranquilo, dessa vez soh os vidros das janelas que fizeram barulho."
People, places, life.
*Temblor eh tipo um terremoto mais levezinho. Mais "levianinho", como diria a minha avo.
Depois de alguns segundos, comecei a pensar que esse tal caminhao devia ser MUITO pesado... e lento! Alem disso, um forte ponto contra a teoria do caminhao, era que a palestra estava sendo ministrada em uma sala nos fundos do predio da A street.
A duvida acabou quando a palestrante, bem tranquila, fala: "Ah, eh um terremoto. Esse deve ter sido 4.1". Como assim?! Entao, eu e minha fiel escudeira mineira Raquel, arregalamos nossos pequenos olhos e disparamos - num quase inicio de surto de panico: "Como assim?? Terremoto? O que a gente faz? Vai pra debaixo da mesa? Fica debaixo da porta??".
- "Nao nao, nao faz nada, jah passa.", essa foi a resposta.
Nesse meio tempo veio outra chacoalhadinha (meio liquidificador), mas essa mais pra temblor*, como se diz em espanhol (aqui nos EUA a gente desenvolve tanto o ingles quanto o espanhol). Nessa hora, cheguei a pensar para onde poderia dar aquela corridinha basica, tipo "sebo nas canelas, pernas pra que te quero...". Mas... parou.
A palestra continuou por mais uma hora a fio. Depois, saimos do predio e a A street continuava a mesma. Os predios continuavam todos nos seus devidos lugares. E no trabalho, na manha seguinte, os comentarios eram como quando temos um temporal na noite anterior aih no Brasil... "Sentiu esse? Nao, tranquilo, dessa vez soh os vidros das janelas que fizeram barulho."
People, places, life.
*Temblor eh tipo um terremoto mais levezinho. Mais "levianinho", como diria a minha avo.
segunda-feira, outubro 29, 2007
EUA: curiosidades 2
Festa de halloween para adultos eh como carnaval no Brasil. O "foliao" pode vestir a fantasia que lhe der na telha e cair na gandaia. Nesse dia, muitas americanas se dao o direito de ser "slut" sem culpa, tipo o que algumas brasileiras fazem no nosso carnaval. Eu nao sabia disso nao...
O Dia das Bruxas aqui, comemorado no dia 31 de outubro, tem a ver com o Dia de Todos os Santos, ou o nosso Finados, que eh no dia 02 de novembro.
Na Colombia, eles celebram o Halloween no dia 31 de outubro como um dia das criancas, e o dia 01 de novembro eh o Dia de Los Muertos. Mas eles nao fazem as aboboras como aqui nos EUA.
Fiz minha primeira abobora esse ano, depois de pronta a gente coloca uma vela dentro pra iluminar a noite. O cheiro de moranga cozida me deu saudade das receitas de mami...
O Dia das Bruxas aqui, comemorado no dia 31 de outubro, tem a ver com o Dia de Todos os Santos, ou o nosso Finados, que eh no dia 02 de novembro.
Na Colombia, eles celebram o Halloween no dia 31 de outubro como um dia das criancas, e o dia 01 de novembro eh o Dia de Los Muertos. Mas eles nao fazem as aboboras como aqui nos EUA.
Fiz minha primeira abobora esse ano, depois de pronta a gente coloca uma vela dentro pra iluminar a noite. O cheiro de moranga cozida me deu saudade das receitas de mami...
EUA: curiosidades
Duas empresas que eu nao sabia que existiam de verdade: ACME (de produtos em geral) e Wonka (de doces e chocolates). Curiosidade: a Wonka tem umas balinhas doces/azedinhas chamadas Nerds.
terça-feira, outubro 16, 2007
Meu primeiro amor canino
Quando crianca eu sofria de cinofobia, fobia de cachorro. Eu nao podia ver um cusco que ja saia correndo - e claro que dai sim que eles saiam correndo atras de mim. Mas como sempre gostei de enfrentar os meus medos, esse foi um dos que consegui deixar pra tras.
E eis que atraves da minha irma e do meu cunhado o Floquinho entrou na minha vida. Um lhasa apso preto, lindo. Ele me deu carinho, uma vez ate me mordeu, fez e aconteceu... Foi meu primeiro amor canino. Era metido, ciumento e a coisa mais querida do mundo.
Mas meu Flocolinos ficou velhinho, e eu agora, longe de casa, sei que quando voltar ele nao vai mais estar la, latindo feliz na janela. Mas ele fica na minha memoria. Ele foi meu primeiro amor canino e faz parte da minha historia.
E eis que atraves da minha irma e do meu cunhado o Floquinho entrou na minha vida. Um lhasa apso preto, lindo. Ele me deu carinho, uma vez ate me mordeu, fez e aconteceu... Foi meu primeiro amor canino. Era metido, ciumento e a coisa mais querida do mundo.
Mas meu Flocolinos ficou velhinho, e eu agora, longe de casa, sei que quando voltar ele nao vai mais estar la, latindo feliz na janela. Mas ele fica na minha memoria. Ele foi meu primeiro amor canino e faz parte da minha historia.
quinta-feira, maio 03, 2007
Como pode uma pessoa ser capaz de...
... ir de carro para o trabalho, estacioná-lo na rua ao lado, sair do escritório no final do dia, pegar um táxi e ir para a casa da amiga ver o jogo do Grêmio? Era meia-noite quando me dei conta que estava longe de casa e longe do carro.
A história conta que meu avô fez uma dessas: foi para a igreja na Rural dele, e voltou para casa de carona com amigos. O detalhe bizarro é que ele teria feito isso pelo puro prazer de pegar a carona. Agora, isso eu já duvido, acho que é mito.
Mas, verdade seja dita, ontem provei ser neta do vô Zanon. E o Grêmio nem ganhou para ele ficar feliz.
Obs.: Fábio, tá bom assim, amigo?
A história conta que meu avô fez uma dessas: foi para a igreja na Rural dele, e voltou para casa de carona com amigos. O detalhe bizarro é que ele teria feito isso pelo puro prazer de pegar a carona. Agora, isso eu já duvido, acho que é mito.
Mas, verdade seja dita, ontem provei ser neta do vô Zanon. E o Grêmio nem ganhou para ele ficar feliz.
Obs.: Fábio, tá bom assim, amigo?
segunda-feira, abril 30, 2007
Onde mora a minha infância
E lá estava eu, na frente da minha casa. O portão, que parecia tão alto, agora é menor do que eu. A rampa da garagem, de azulejos escorregadios, não é tão inclinada quanto eu me recordava. A rua é bem mais estreita do que na minha memória, e a casa, que só de olhar traz milhares de recordações, faz, hoje, visivelmente parte do meu passado.
Cresci em uma cidade no interior de São Paulo, Sorocaba. Desde que saí de lá, com 12/13 anos, nunca mais havia passado na frente da casa onde vivi. E ela parecia tão grande... Final de semana desses, tive que ir a trabalho a São Paulo, e o meu primo irmão, que é mais irmão do que primo, me levou até lá - mesmo não estando muito legal. O desafio era entrar na cidade sem mapa, saber andar pelas ruas. E não é que a gente se saiu bem? Minha memória de menina aficionada por carros, cujo sonho era dirigir, tinha quase todas as ruas da cidade decoradas na cabeça.
O calor típico da região fez com que uma chuva grossa caísse lá pelas tantas. E foi então que eu me lembrei da "chuva de banho de chuva". Era aquela que cai em 90° do céu e mata o calor na hora, sem fazer sentir frio. Que molha e diverte, próxima ao pé de maracujá, cheio de flores e "mamangavas", que vinha por cima do muro lá da casa da vizinha.
Toco a campainha, e uma senhora sorocabana abre a porta com olhar desconfiado.
- "Boa tarde..."
- "Oi, dona Jura. Tudo bem? A senhora lembra de mim?"
Mais desconfiada ainda, procurando as câmeras da pegadinha, dona Jura responde que não. Claro que não, uma menina baixinha, de cabelos castanhos claros, gordinha, cresceu e se tornou uma mulher loira de 1,73 de altura... Dona Jura e seu Santo fazem parte da minha infância e da vida da minha família, e estão lá, ao lado da casa da Fernando dos Santos, 117. Foi impossível dar tchau sem chorar muito e dizer o quanto eles foram e são importantes para nós, para mim.
Passeando pela cidade, via que cada local reservava uma lembrança: o filme que assisti no cinema de rua, o braço que quebrei quando caí ali, a calçada em que eu andava de bicicleta...
Foram três horas de visita, com direito a almoço na melhor churrascaria. E nessas três horas eu pude visitar o local aonde mora a minha infância. Um lugar quente, seco, e com uma chuva grossa que cai reta do céu, para matar a mais genuína vontade de ser feliz.
Cresci em uma cidade no interior de São Paulo, Sorocaba. Desde que saí de lá, com 12/13 anos, nunca mais havia passado na frente da casa onde vivi. E ela parecia tão grande... Final de semana desses, tive que ir a trabalho a São Paulo, e o meu primo irmão, que é mais irmão do que primo, me levou até lá - mesmo não estando muito legal. O desafio era entrar na cidade sem mapa, saber andar pelas ruas. E não é que a gente se saiu bem? Minha memória de menina aficionada por carros, cujo sonho era dirigir, tinha quase todas as ruas da cidade decoradas na cabeça.
O calor típico da região fez com que uma chuva grossa caísse lá pelas tantas. E foi então que eu me lembrei da "chuva de banho de chuva". Era aquela que cai em 90° do céu e mata o calor na hora, sem fazer sentir frio. Que molha e diverte, próxima ao pé de maracujá, cheio de flores e "mamangavas", que vinha por cima do muro lá da casa da vizinha.
Toco a campainha, e uma senhora sorocabana abre a porta com olhar desconfiado.
- "Boa tarde..."
- "Oi, dona Jura. Tudo bem? A senhora lembra de mim?"
Mais desconfiada ainda, procurando as câmeras da pegadinha, dona Jura responde que não. Claro que não, uma menina baixinha, de cabelos castanhos claros, gordinha, cresceu e se tornou uma mulher loira de 1,73 de altura... Dona Jura e seu Santo fazem parte da minha infância e da vida da minha família, e estão lá, ao lado da casa da Fernando dos Santos, 117. Foi impossível dar tchau sem chorar muito e dizer o quanto eles foram e são importantes para nós, para mim.
Passeando pela cidade, via que cada local reservava uma lembrança: o filme que assisti no cinema de rua, o braço que quebrei quando caí ali, a calçada em que eu andava de bicicleta...
Foram três horas de visita, com direito a almoço na melhor churrascaria. E nessas três horas eu pude visitar o local aonde mora a minha infância. Um lugar quente, seco, e com uma chuva grossa que cai reta do céu, para matar a mais genuína vontade de ser feliz.
domingo, março 11, 2007
Taxista maluco
Ontem, depois de uma festa animadíssima de casamento, eis que divido táxi com uma amiga e um amigo. Quase 4h da manhã. Cada um iria ficar em um endereço. Acredita-se que qualquer taxista gostaria desse tipo de corrida, mais grana para ele, certo? Errado.
O motorista tinha esquecido a cara de bons amigos em casa, e - agora vem a parte boa - corria feito um desesperado por ruelas, ruas e avenidas. Não tive dúvida, quando ele começou a descer a Protásio a quase mais de 80km/h eu só disse: "Por favor, tu pode correr menos?" E ele: "Eu não estou correndo." E eu: "Está sim, a 80." E ele: "Quer que eu ande a 60?!" Minha resposta: "Sim, quero!"
Silêncio constrangedor no carro, interrompido apenas por algumas trocas de palavras até a última criatura saltar do bólido.
Na buena, não fazem mais taxistas como antigamente! Cadê o último fuquinha vermelho alaranjado que andava por POA?
O motorista tinha esquecido a cara de bons amigos em casa, e - agora vem a parte boa - corria feito um desesperado por ruelas, ruas e avenidas. Não tive dúvida, quando ele começou a descer a Protásio a quase mais de 80km/h eu só disse: "Por favor, tu pode correr menos?" E ele: "Eu não estou correndo." E eu: "Está sim, a 80." E ele: "Quer que eu ande a 60?!" Minha resposta: "Sim, quero!"
Silêncio constrangedor no carro, interrompido apenas por algumas trocas de palavras até a última criatura saltar do bólido.
Na buena, não fazem mais taxistas como antigamente! Cadê o último fuquinha vermelho alaranjado que andava por POA?
domingo, fevereiro 25, 2007
Oscário
Hoje, na corrida antes do Oscar, fui assistir a Borat. Mas eu fiz o que mais condeno, sem me dar conta: li muito sobre o filme antes de entrar no cinema. Vi o trailer, li a críticas, revi análises... E quando sentei na frente da telona, nada demais. Hmpf. Ok, acabei achando o que fiquei sabendo que uma jornalista que entende bastante da coisa comentou por aí, é um "Casseta e Planeta" British. Nada contra, mas estava esperando mais. O ponto é que já fui com opinião formada. Ruim isso. :(
Em compensação, fui assistir ao A Procura da Felicidade na semana passada. Sabia pouquíssimo sobre o filme. Fiquei sentada na primeira fila, aquela sensação terrível de pescoço sofrendo exageradamente a pressão da gravidade, olhos que percorrem a tela como se ela fosse um grande mapa, a dois centímetros de distância... Mas, fora isso, o filme é muito bacana. Com final feliz garantido e uma baita lição de vida. Um grande auto-ajuda. heh :)
Buenas, me vou pra frente da telinha agora para ver a festa dos americanos que começa daqui a pouco.
Em compensação, fui assistir ao A Procura da Felicidade na semana passada. Sabia pouquíssimo sobre o filme. Fiquei sentada na primeira fila, aquela sensação terrível de pescoço sofrendo exageradamente a pressão da gravidade, olhos que percorrem a tela como se ela fosse um grande mapa, a dois centímetros de distância... Mas, fora isso, o filme é muito bacana. Com final feliz garantido e uma baita lição de vida. Um grande auto-ajuda. heh :)
Buenas, me vou pra frente da telinha agora para ver a festa dos americanos que começa daqui a pouco.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Das coincidências...
Já faz um tempinho, eu queria colocar aqui o link de um texto que li no final do ano passado. É de uma amiga da minha irmã, a Tica. Na época, lembro que o repassei por e-mail para alguns amigos, porque acredito que ela conseguiu chegar no "X" da questão.
Hoje, recebi esse texto mais uma vez, reencaminhado por uma das minhas amigas... Coincidência feliz, aqui segue o link entonces: http://minhaopticadomundo.blogspot.com/2006_11_01_minhaopticadomundo_archive.html
Hoje, recebi esse texto mais uma vez, reencaminhado por uma das minhas amigas... Coincidência feliz, aqui segue o link entonces: http://minhaopticadomundo.blogspot.com/2006_11_01_minhaopticadomundo_archive.html
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Carnaval dos deuses
Dizem que sou uma pessoa branca, mas costumo me auto-intitular bege. Não o adjetivo "bege", mas bege a cor mesmo, o tom de pele. Tanto que eu costumo dizer, se o preconceito racial valesse para os dois lados da moeda, já tinha muita gente atrás das grades ou pagando cesta básica por minha conta.
O que eu já ouvi de: "Aí, branquela?! Não vai tomar sol?!". "Olha o reflexo, tá me ofuscando, dá licença?!". Ainda mais quando eu trabalhava no centro da cidade, em meio à massa humana, que parece libertar as pessoas de quaisquer papas na língua.
Claro, também tem os toques amorosos e amigáveis apelidos como: "la blanquita", "la blanca" e por aí vai. Mas desses eu gosto mesmo.
O fato é que a branquinha, que se acredita bege, há anos não tem férias no verão. E são anos mesmo. Ok, isso não é desculpa? Tá bom, então vamos ao carnaval de 2007. Sim, este carnaval agora. Tudo certo, combinado. Folga, praia, água fresca... e la blanquita diz: "vou tomar sol"! E eis que vieram quatro dias de muita sombra, chuva e... água fresca. Não sei se é algum recado de algum deus pra mim. Será o deus das sardas e do melanoma? "Não tomarás sol, mesmo que com protetor solar 30!".
Ok, continuo bege. Ou melhor, branca - com algumas sardinhas. Como queiram.
O que eu já ouvi de: "Aí, branquela?! Não vai tomar sol?!". "Olha o reflexo, tá me ofuscando, dá licença?!". Ainda mais quando eu trabalhava no centro da cidade, em meio à massa humana, que parece libertar as pessoas de quaisquer papas na língua.
Claro, também tem os toques amorosos e amigáveis apelidos como: "la blanquita", "la blanca" e por aí vai. Mas desses eu gosto mesmo.
O fato é que a branquinha, que se acredita bege, há anos não tem férias no verão. E são anos mesmo. Ok, isso não é desculpa? Tá bom, então vamos ao carnaval de 2007. Sim, este carnaval agora. Tudo certo, combinado. Folga, praia, água fresca... e la blanquita diz: "vou tomar sol"! E eis que vieram quatro dias de muita sombra, chuva e... água fresca. Não sei se é algum recado de algum deus pra mim. Será o deus das sardas e do melanoma? "Não tomarás sol, mesmo que com protetor solar 30!".
Ok, continuo bege. Ou melhor, branca - com algumas sardinhas. Como queiram.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
**The bright side of being single**
Mulher, 29 anos, solteira. Ô teminha batido esse, né? Sex and the City, mais milhares de outros seriados de TV e de livros escritos. Block busters, best sellers.
Com algumas diferenças aqui e ali e outras adaptações, esta é a minha vida, e ela traz momentos "ímpares na noite de Porto Alegre" - como diria minha amiga Dani.
Após mais um dueto cinema e sair pra dançar, dessa vez um filmezinho light do gênero comédia romântica, eis que, vou para a noite. No filme, O amor não tira férias, a Kate Winslet e a Cameron Diaz interpretam papéis de mulheres que recém passaram por momentos nada muito felizes no amor e depois têm um final feliz. Ok, básico do tema... Mas não é que, in a certain way, a Amanda Woods e a Iris Simpkins acabaram sendo fontes inspiradoras para o que se seguiria?
A melhor música pra dançar da cidade, eu e fiel escudeira, um drink e um grupo de caras na nossa frente. Eis que chega um bonitão. Claro, a gente nota. Ainda mais por causa das características básicas: camiseta vermelha chamativa, copo de "vísque" na mão, olhar clássico de radar e movimentos robóticos descompassados ao ritmo da música. O alvo era, indisfarçavelmente, toda e qualquer mulher do recinto... A noite era dele!
É muito divertido observar os seres em ação! Até que, em meio ao nosso momento nada politicamente correto, quando eu e minha amiga trocávamos comentários a respeito daquele personagem caricato, eis que a camiseta vermelha e seu sorriso kolynus se voltam para a gente e dão um: "Oi, prazerr!". A vontade era de parafrasear a sábia Renata e soltar um: "Ô, amigo, tu tá sendo ridículo... Finge que tá indo no banheiro, e some daqui..." (Em tom de segredo e com canto de boca). Quer dizer, depois de falar com a gente, de dar em cima de praticamente todas as mulheres presentes, a criatura mais cara de pau da noite chegou junto da Rory do Gilmore Girls... heheh
Então, vieram as seguintes perguntas: "nome? Idade?" Seguidas por um: "como faço pra ficarr com você?"
Será possível? Tipo, pá pum? Na tentativa política de um diálogo, a descoberta maior foi que os "Rs" totalmente puxados que o rapaz soltava ao falarrrr eram fruto de um gaúcho que mora há um mês no Rio de Janeiro. :/ Okay, momento de respirar fundo e se perguntar: a vontade de beijar é tanta e a beleza do rapaz tão encantadora a ponto da auto-estima ser esquecida? Resposta definitiva: não.
Score final: babaca 0 x 1 Carol
Muitas outras noites e dias virão, e essa é, com certeza, uma das melhores partes de ser solteiro.
E onde a comédia romântica entrou nessa? Ah, vê o filme e tenta fazer uma relação. ;) http://www.sonypictures.com/movies/theholiday/index.html
Com algumas diferenças aqui e ali e outras adaptações, esta é a minha vida, e ela traz momentos "ímpares na noite de Porto Alegre" - como diria minha amiga Dani.
Após mais um dueto cinema e sair pra dançar, dessa vez um filmezinho light do gênero comédia romântica, eis que, vou para a noite. No filme, O amor não tira férias, a Kate Winslet e a Cameron Diaz interpretam papéis de mulheres que recém passaram por momentos nada muito felizes no amor e depois têm um final feliz. Ok, básico do tema... Mas não é que, in a certain way, a Amanda Woods e a Iris Simpkins acabaram sendo fontes inspiradoras para o que se seguiria?
A melhor música pra dançar da cidade, eu e fiel escudeira, um drink e um grupo de caras na nossa frente. Eis que chega um bonitão. Claro, a gente nota. Ainda mais por causa das características básicas: camiseta vermelha chamativa, copo de "vísque" na mão, olhar clássico de radar e movimentos robóticos descompassados ao ritmo da música. O alvo era, indisfarçavelmente, toda e qualquer mulher do recinto... A noite era dele!
É muito divertido observar os seres em ação! Até que, em meio ao nosso momento nada politicamente correto, quando eu e minha amiga trocávamos comentários a respeito daquele personagem caricato, eis que a camiseta vermelha e seu sorriso kolynus se voltam para a gente e dão um: "Oi, prazerr!". A vontade era de parafrasear a sábia Renata e soltar um: "Ô, amigo, tu tá sendo ridículo... Finge que tá indo no banheiro, e some daqui..." (Em tom de segredo e com canto de boca). Quer dizer, depois de falar com a gente, de dar em cima de praticamente todas as mulheres presentes, a criatura mais cara de pau da noite chegou junto da Rory do Gilmore Girls... heheh
Então, vieram as seguintes perguntas: "nome? Idade?" Seguidas por um: "como faço pra ficarr com você?"
Será possível? Tipo, pá pum? Na tentativa política de um diálogo, a descoberta maior foi que os "Rs" totalmente puxados que o rapaz soltava ao falarrrr eram fruto de um gaúcho que mora há um mês no Rio de Janeiro. :/ Okay, momento de respirar fundo e se perguntar: a vontade de beijar é tanta e a beleza do rapaz tão encantadora a ponto da auto-estima ser esquecida? Resposta definitiva: não.
Score final: babaca 0 x 1 Carol
Muitas outras noites e dias virão, e essa é, com certeza, uma das melhores partes de ser solteiro.
E onde a comédia romântica entrou nessa? Ah, vê o filme e tenta fazer uma relação. ;) http://www.sonypictures.com/movies/theholiday/index.html
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